Ida a Sintra''''''

Enfim, após o Paço Real começamos a pé nossa subida definitiva rumo ao Castelo dos Mouros. Aos poucos as casas vão rareando e só restam as árvores e a estrada. Porém, o detalhe é que nós não perguntamos para ninguém lá em baixo qual era a estrutura para a subida e foi exatamente aí que fomos surpreendidos. Apesar da eco-lógica contemporânea, a subida não foi feita para pedestres. Não existe a mínima condição e não aconselho ninguém a tentar. Não há calçada e a estrada que se estende morro acima em serpentina é muito estreita. Os carros que até não eram tantos passavam de raspão por nós todo o tempo, muito por conta das muitas curvas fechadas onde os motoristas não enxergam o que está por vir. Achamos melhor lá pelas tantas abanar o braço para o pequeno e quadrado ônibus municipal que circula num intervalo aproximado de vinte em vinte minutos. Quatro euros lhe dão o direito à subida e depois à descida. Quatro euros muito bem pagos! Afinal, além dos riscos o preparo físico deste escriba está longe do ideal. Sem falar que mesmo já tendo subido quase metade do percurso a reta final para o cume onde está situado o Castelo não era brincadeira. Depois de muitas aventuras chegamos. Castelo dos Mouros, fortaleza muçulmana do séc. IX. Paga-se para entrar, cinco euros (acho que guardei o recibo). Achei caro, mas ...
Obs: cada torre possui uma bandeira com uma História própria. São onze bandeiras ao todo.


Obs': Vista do Palácio da Pena que ficou por ser visitado na próxima ida. Blogueiro aparece-aí!



Ida a Sintra'''''

Continuando nossa subida rumo aos epicentros turísticos de Sintra, logo após o bebedouro mouro, chegamos ao que parece ser o centro comercial turístico da cidade, onde fica também o "Paço Real de Sintra". Alguns restaurantes, cafés e lojas com artigos para os turistas nas quais vocês podem encontrar desde boomerangs (é isto mesmo?) passando por quadros em azulejo até o bodoque. Aliás, bodoque não, estilingue! Bodoque só fui descobrir depois de crescido e sempre me cheirou a expressão "oficial". Mas, mudando de assunto me digam: nosso estilingue (ou bodoque, como queiram) também é originário daqui? Ou senão, de onde? Já aviso que não vale acionar a história de David contra Golias que aquilo não era estilingue, hein!


Ida a Sintra''''

Após sairmos muito satisfeitos da Sapa continuamos naquela mesma avenida (ou rua?) em que estávamos. Logo, estamos numa longa curva à esquerda e depois à direita para circundar o vale dentro do qual a cidade se alastra e também para preparar a subida rumo ao nosso objetivo turístico central, o Castelo dos Mouros. Já em meio à subida nesta curva paramos novamente, agora neste pequeno bebedouro onde a cultura moura apresentou-se para nós de maneira inesperada! Mais uma vez, a arquitetura. Confesso que só de ver este pequeno bebedouro voltei uns vinte e cinco anos atrás, rumo aos inesquecíveis filmes de "Simbad, o Marujo" na Sessão da Tarde. Viagem total!

Ida a Sintra''' = Cafezinho (3)

Chegando a Sintra nosso objetivo era atingir através de uma caminhada os dois pontos turísticos principais da cidade (serão tratados em post separado). Logo ao sair do comboio já encontramos um ponto de apoio ao turista onde ganhamos mapas e caímos na estrada. Imediatamente saindo da estação viramos à esquerda num estreita ruela. Depois, andamos até o final desta rua e a seguir viramos à direita já numa pequena descida. Daí a uns seiscentos metros você vai encontrar uma rotunda, como dizem aqui, em frente à qual já encontra-se um belo e antigo edifício. Pois bem. Nesta rotunda, vira-se à esquerda e aí estávamos já na rua (ou avenida?) que nos levaria em definitivo aos dois monumentos. Porém, logo que andamos uns trezentos e cinquenta metros seguindo pela margem direita da rua encontramos sem querer uma excelente surpresa, a Fábrica das Verdadeiras Queijadas da Sapa. Citadas, literalmente, por Eça de Queiroz. Que deliciosa e aconchegante confeitaria! E o atendimento, então! Acho que foi o lugar onde mais nos sentimos à vontade até agora, nos trataram como se fôssemos verdadeiros não-turistas! Obviamente, fizemos um pitstop tanto na ida quanto na volta para o tradicional Cafezinho deste escriba. Além disso, acabamos experimentalmente descobrindo que em Sintra o doce tradicional são as tais Queijadas. Uma delícia. Sem falar nos outros confeitados. Huum! Só de falar-lembrar ....


Ida a Sintra''


Bom, a viagem para Sintra leva cerca de quarenta minutos com direito a algumas paradas nas outras cidades da zona metropolitana de Lisboa. Ao longo da breve viagem surge então uma Lisboa não tão linda. É claro, surge a vida como ela, diria um velho marxista. De qualquer forma, para quem está acostumado a seguir pela Dutra e depois atravessar a Linha Vermelha para chegar ao nosso glorioso Rio de Janeiro o quadro não choca tanto. O que se vê aqui são uma sucessão de prédios e mais prédios antigos com milhares de roupas penduradas nos varais presos às janelas. Não vi nada parecido com uma favela mas, digamos que, o "deserto do real" em toda sua multiplicidade fica bem delineado. Não consegui tirar fotos durante a própria viagem dos prédios mas só para dar uma idéia este feirão acima fica justamente ao longo do caminho.

Ida a Sintra'

Poucos minutos antes da partida do Comboio (não sabe o que é isso? então, leia a postagem anterior!) rumo a Sintra saindo do Rossio descobri um parapeito do qual se via grande parte da Lisboa antiga e, lá em cima, reinando solitário este Castelo. Ok, ok! Concordo com vocês. É uma vergonha mas até hoje não sei patavina deste Castelo! ahahahahahahaha Não sei nem o nome, nem o "proprietário", nem nadinha de nada. Digam vocês aí estas informações! Agora, que a vista é bonita isto posso garantir!

Ida a Sintra

Bom, hoje vamos começar a postar sobre nossa ida à Sintra no último fim de semana. Para começar, fotos da Estação Rossio (acho que este é o nome da estação). O jeito mais fácil de chegar até aqui é pegando o Metro, linha azul, e descer na estação Restauradores que tem saída direta para a Estação de Comboios (os trens aqui!). Depois, é só pegar de quinze em quinze minutos o Interurbano para Sintra pelo preço de um euro e meio, acho. Tenho que ver se guardei o recibo! Abaixo, duas fotos com pequenos detalhes da Estação. Ah! A viagem é rápida. Quarenta minutos.






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Lisboa

Grandes Motos Lisboetas

Não, não! Esta não é mais uma das milhaaares de sessões de descarrego deste Blog! Mas, só não é porque este blogger aqui não conhece patavina de Motorbikes! Por exemplo, esta Honda das fotos não faço a mínima de "quem" seja! Nem o dono, e muito menos o modelo ou a cilindrada! De qualquer forma, não pude deixar de registrá-la porque gostei dela (me deu a impressão de poder ir até Moscou nela!) e também porque daria a oportunidade para dizer que estou achando muitíssimo estranho circular em ruas onde NUNCA passa uma CG125 (ou Titan150 para os mais atualizados)! Olha que estou de olho mas até agora nada! Nenhures! Aqui, em geral só rola moto grande. Dizem que na Itália é cheio das Vespas e etc, porém aqui só vi motos grandes. Raríssimas motonetas. Mas nenhuma 125! Isto sim, é o que chamo de um cultural shock ! Quem sabe mesmo o fato de não existirem 125 aqui pelas ruas seja um tipo de prevenção social, o trânsito daqui não aguentaria de jeito algum a "pressão" de milhares de motoqueiros! Aliás, dia destes falo sobre o Trânsito lisboeta para vocês.


O Chocólatra (1)


Senhoras e Senhores! Atendendo a uma provocação explícita realizada por um de nossos mais notórios comentaristas, JLM Loureiro, este Blog lança agora mais uma "sessão de descarrego" entitulada: O Chocólatra! E, para começar esta nova série intergaláctica um Chocólatra que se preza só poderia começar pelos suíços! Mas antes, alguns dados técnicos. Como aí no Brasil este Chocólatra inicialmente notou que por aqui em Portugal (a pesquisa brevemente se estenderá para outros países da Europa) eles fazem uso principalmente de dois tamanhos diferentes do cholate em barra. Um maior que pesa 300 gramas e o menor como na foto acima que pesa 100 gramas. No Brasil, só me lembro do peso da maior barra que antigamente pesava 200 gramas (não vale computar aquelas barras gigantes vendida para cozinhar!), acho que a menor talvez fosse 100 gramas. De qualquer forma, esta nossa maior barra vem diminuindo, diminuindo e se não me engano quando saí daí cheguei a ver barras sendo vendidas com o peso de 160 gramas por quase o mesmo peso da antiga! Aliás, diminuir o tamanho do papel higiênico e continuar cobrando o mesmo até seria suportável, agora, diminuir o chocolate e cobrar o mesmo é um crime contra a Inumanidade! Direitos do consumidor zero, como sempre! No mais, o preço do chocolate acima se comparado à barra popular do mesmo tamanho não foi tão barato, 1,60€, enquanto a barra popular, que depois postarei aqui, custa 0,55 €. Agora, se convertermos 1,60€ por 3 reais (que é a conversão arredondada que em geral faço por aqui) teríamos um preço aí no Brasil de 4,80 reais, o que para um suíço não seria tão caro. Aliás, tenho quase certeza que esta marca é comumente vendida por aí. Quanto será que custa? Enfim, sobre a qualidade desta "visão" acima vou me excusar de dar maiores detalhes. É crueldade. Só para vocês terem uma idéia minha Patroa que nem gosta tanto de chocolates foi quem escolheu e ficou fascinada pelo sabor ultra-fino do chocolate com misturas de cascas de laranja que quase desapareciam na boca ao menor contato! Um verdadeiro ABS-surdo!

Marketing no Metro: Ácido na Lata!


Se não me engano este português esteve por uns tempos nas novelas globais e até teve um rolo-namoro com a "famosa" Daniele Suzuki. Fica o registro do marketing no Metro de Lisboa. No mais, fico recordando do que dizia aquele meu grande Amigo que esteve circulando por estas terras sobre ... deixa para lá. Dia destes ele mesmo conta para vocês! ahahahahahaahah



OBS: Agora à tardezinha saímos para tomar um cafezinho (que depois postarei aqui) e encontrei o folder da comédia acima. Bom, o fato é que não sei se todos vocês tinham visto na primeira foto o subtítulo da peça. Eu não havia visto. E, quando peguei este folder hoje e o virei quase caí de costas! Vejam só o subtítulo da comédia! Pelo visto o humor aqui é totalmente corrosivo! Me explico. Se vocês circulassem aqui pelas ruas, como aquele meu grande Amigo citado acima já circulou, veriam que a moça estrela da peça não é uma exceção. Ela representa parcela muito significativa da população feminina deste universo lisboeta que já pude observar. Portanto, apesar do pseudo bônus que ela ganha ao ter um affair na peça com o tal galã, que já esteve nas novelas brasileiras, me parece que o simples título e subtítulo já é crítico em demasia! Bom, é claro que, no limite, algum relativista diria que meu olhar é o problema. Paciência. Mas que pegam pesado por aqui, pegam!

Dengue "no Brasil"

Uma passagem muito curiosa e que guardo carinhosamente dos meus tempos de Rio de Janeiro era o total desconhecimento por parte dos cariocas da desproporção territorial existente entre nossos dois estados. Era sempre a mesma coisa. Ouviam meu tradicional sotaque mineiro, depois ficavam sabendo sobre qual era minha cidade natal e, por fim, me questionavam se conhecia a cidade mineira x, y ou z. Até aí, nada demais. Somente o exemplo de um diálogo “normal” entre pessoas civilizadas. Porém, a questão é que este mesmo padrão se repetiu tantas vezes no meu contato inicial com os cariocas que conheci, fossem populares ou letrados, que tornou-se óbvio para mim que a questão era bem maior que um simples ritual de polidez. Na verdade, vivido ou visto do Rio de Janeiro o estado de Minas Gerais é apenas mais um estado, sendo impossível não ser no máximo parecido com o próprio estado do Rio, sendo com mais certeza ainda algo parecido com São Paulo ou Espírito Santo. Dizem alguns até que existe uma lei universal predeterminando que todo visto ou todo vivido só pode ser concêntrico (ou seria etnocêntrico? não vem ao caso!). Enfim, sempre ficava com vontade de responder aos cariocas que não conhecia a cidade mineira x, y ou z porque simplesmente Minas não era pequena como o Rio, Minas Gerais possuía 822 municípios! Cifra que aprendi na minha época de estudante no início dos anos oitenta e que hoje já foi ultrapassada. Bom, até agora todos devem estar me achando mais maluco que o normal se vocês estiverem pensando no título desta postagem. Pois é. Não sou maluco, ou pelo menos ainda não atingi o grau que almejo. Talvez esteja mesmo só de mau humor. De qualquer forma, tudo isto acima foi um preâmbulo para dizer do reflexo da recente epidemia de Dengue carioca aqui em Portugal. Estamos aqui em Lisboa acerca de quinze dias e infelizmente até agora na RTP, que não sei se todos sabem é a maior televisão portuguesa e propriedade do governo português, a única notícia do Brasil que aparece repetidas vezes na TV é esta: “Dengue no Brasil”. Bom, meu causo mineiro contado com os cariocas foi apenas para facilitar uma comparação nesta situação atual entre Brasil e Portugal. Mas, aqui surge outro elemento e a coisa se complica para além do desconhecimento "natural" da diferença territorial entre os dois países, algo que poderia explicar por si só as chamadas televisas dos telejornais serem “Dengue no Brasil” ao invés de serem “Dengue no Rio de Janeiro”. O elemento "a mais" é aquele que todo mundo sabe: aqui "fora" Rio de Janeiro é sinônimo de Brasil. Sim, claro que é. Por causa obviamente da tal História, mas também muito por conta da inépcia dos nossos sucessivos Ministérios do Turismo que não conseguem rejuvenescer nossa Imagem! Apesar deste sinônimo reducionista ser uma vergonha, ele não é nosso foco aqui. A questão escandalosa é que a Dengue continua matando as Gentes em nosso País em pleno século do "uso avançado" de Cartões Carporativos e várias outra parafernálias! Ora, tenho um grande Amigo que vive dizendo que “o brasileiro tem síndrome de vira-lata”, concordo com ele e talvez até por isto esteja escrevendo tudo isto aqui. Estaria este cidadão aqui “envergonhado” por estar em terras estrangeiras assistindo o País natal ser reificado como sendo aquela tradicional Jungle. Porém, mesmo não sendo esta tese do vira-latas a única tese que explica toda esta minha atual escritura (atual postagem, diriam os mais jovens) já iria logo assumindo que estou envergonhado sim! Na verdade, me parece que muito pior que sermos tendencialmente vira-latas é o fato de todo governante brasileiro ter "síndrome de Napoleão”. Sim, sim! Ficam todos preocupadíssimos em “Entrar” para a tal História com aquele que seria “o” gesto definitivo que o básico fica em aberto. Afinal de contas, há sete anos atrás este próprio que vos fala foi atacado pela Dengue na cidade do Rio de Janeiro. Há sete anos atrás a Dengue já era um grande caso de saúde pública, não só no Rio. Há sete anos o atendimento padrão dos hospitais e pronto-socorros era mandar o cidadão de volta para sua casa à espera de “maiores sintomas” da doença e, há sete anos atrás infelizmente as crianças já eram as principais vítimas da dengue. Enfim, há sete anos já estava tudo aí e... Nada! Sendo assim, e continuando tudo como antes no quartel de Abrantes: tóóóme barraquinha da Dengue nas ruas selvagens “do Brasil” transmitidas pela RTP! Aí, o Brasileiro-Mineiro aqui quer gritar no último volume os escritos da nossa segunda bandeira: Brasil, Libertas Quæ Sera Tamen!

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Lisboa

Ciclistas Noturnos no Rossio


Apenas desta vez o Blog vai reconhecer a priori que as fotos capturadas não ficaram, digamos, expressivas! ahahahahahahahahaah Mas, fica o registro destes bikers noturnos (existe alguma expressão oficial para este tipo de atividade?) de Lisboa todos paramentados se reunindo e depois pedalando pelo Rossio à fora.

Amarelinho do Metro

Sempre que estamos indo para o Metro passamos em frente a este pequeno belo prédio que apelidei “Amarelinho”. Vergonhosamente não entendo patavina de Arquitetura, mas aqui em Lisboa estou a sentir (para dizer como os portugueses que nunca vi usarem o gerúndio!) arrependimentos de tal lacuna. Como as árvores daquele filme famoso tenho quase certeza que por aqui algumas construções sussurram coisas entre si numa língua que desconheço. Algo como um “ruído de base” no qual são ditadas todas as histórias, tanto as antigas quanto as que estão por vir. Como aprender mais esta Língua? Não faço a mínima idéia. De qualquer forma, se esta postagem estrilar junto a nossos leitores talvez uma nova "sessão" venha surgir. Vejamos. Ah! Certa vez pensei ter descoberto um livro excelente para aprender alguma coisa sobre Arquitetura. Mas, infelizmente, a indicação do livro a um Amigo, que acabou por adquiri-lo, nunca rendeu um empréstimo! ahahahahahahaaha


Cafezinho (2)

Atendendo aos milhares de pedidos de nossos leitores, agora devidamente “contados-por-um” em nosso intergaláctico-hiper-contador, estamos transformando uma postagem antiga em mais uma “sessão de descarrego” deste Blog: Cafezinho. Parece que nossos leitores descobriram este que é um dos Vícios deste escriba que passará então a ser monitorado quase que imediatamente (pois sempre está tomando um Cafezinho!) em todos seus trilhamentos. Sendo assim, lá vamos nós! Acho que há dois ou três dias estivemos na Fnac do “Centro Comercial Colombo” e ali fomos gratamente surpreendidos por um pequeno show ao vivo de uma banda de rock portuguesa de Coimbra. Dois garotos e uma garota que mandaram algo um pouco mais leve do que aquele mítico disco do Nirvana de 1994 (alguém já esqueceu?) com uma pitada de Dylan ou algo parecido. Som de qualidade, sem maiores pretensões, no ponto. Fica a dica. O cafezinho como sempre aqui em Lisboa estava uma delícia.



Torres Gêmeas de Lisboa

Há exatos dez anos atrás na comemoração do aniversário de 500 anos da descoberta da Rota Marítima para a Índia, obra do eterno, intrépido e inigualável navegador Vasco da Gama, realizou-se aqui em Portugal a Expo 98. Este evento somado à entrada de Portugal na Comunidade Européia e mais a adesão ao Euro representam marcos da recuperação econômica e mesmo cultural do país segundo fontes ouvidas pelo Blog. Na ocasião da Expo 98 foram inauguradas várias obras em Lisboa, dentre elas um grande “Centro Comercial” (shopping center) e uma ponte grandiosa, ambos chamados Vasco da Gama. As duas torres acima estão localizadas exatamente no tal “Centro Comercial”.

Obs: o escriba deste Blog como todo mundo sabe aparece nesta segunda foto no canto superior direito de boné azul.

Pequeno-Almoço (2)

Leite nosso de cada dia aqui em Portugal. De diferente mesmo acho que apenas o subtítulo do mesmo, "leite gordo", ao invés do nosso "leite integral". Estamos tomando também o "meio gordo" e confesso que para mim os dois são a mesma coisa! Bom, mas na real mesmo este post saiu mais porque a marca do leite me deu saudades da manteiga (ou margarina?) Vigor que existia na minha infância(será que ainda existe?).

Obs: já esqueceram o que significa "Pequeno-Almoço" aqui em Terras de Vasco da Gama?!? Ora, cliquem agora mesmo na primeira postagem da série e relembrem!

Noite Lisboeta no Bairro Alto


No sábado passado fomos conhecer o ultra-famoso bairro notívago aqui de Lisboa, o Bairro Alto. Tentando fazer uma aproximação rasa diria que é como uma balada em Ouro Preto. Sem as famosas repúblicas ouropretanas mas com a mesmíssima superpopulação de elementos do sexo masculino circulando pelas ladeiras, parados de pé em frente aos bares ou mesmo sentados à volta das mesas (vi mesas com quase dez ao redor!). Coisa impressionante. Além disso, o Bairro Alto difere de Ouro Preto também porque evidentemente tem milhares de ladeiras e pequenos bares a mais, sendo as ruas mais estreitas ainda do que na cidade mineira. Algo quase labiríntico se somado à "Torre de Babel" que se ouve pelas ruas. Por fim, um triste detalhe: quase todos os belos edifícios do Bairro estão pixados. Não sei se por isso ou se pela grande quantidade de figuras citadas acima tem-se uma certa sensação de insegurança. Sobre o jazz? Bom, como sou analfabeto de pai e mãe sobre jazz o que posso dizer é que descobri que não curto a tentativa do "sujeito criativo" de "construir" a dissonância. É isso. Talvez seja preciso voltar para descobrir algo mais. Ou talvez o escriba aqui já esteja velho mesmo. Teremos tempo para descobrir.

Mille Plateaux em Portugal

Ontem, fiquei alucinado com a tradução portuguesa de “Mille Plateaux”. A começar pelo título do livro: Mil Planaltos! Diria que os “plateaus” balineses de Bateson, recuperados e transformados por Deleuze & Guattari, fazem muito mais sentido para mim agora com esta tradução portuguesa. “Plateaux” por Planaltos situam totalmente o livro na década de oitenta (se não me engano o livro foi lançado originalmente no final dos setenta, em 1980) e aí, repito, ele faz muito mais sentido para este escriba nascido nos setenta e crescido nos oitenta. Só para dar um idéia do grau da alucinação, lembrei na hora do nosso eterno João do Santo Cristo e de sua entrada memorável “no planalto central”. Mil Planaltos é Legião Urbana, Mil Planaltos é Valdir Peres (e Paolo Rossi), Mil Planaltos é Diretas Já (e Collor), Mil Planaltos é Banco Imobiliário (e Atari), Mil Planaltos é Duro na Queda, Mil Planaltos é Thriller, Mil Planaltos é Monark BMX 82, et...et...et... muito, muito mais!

Barato (1)


Sempre tive curiosidade em saber o que os gringos consideravam (e compravam) barato no seu dia-a-dia. Afinal, o barato é sempre algo particular enquanto o que é caro é sempre universal. Ora, obviamente a mesma Ferrari que é caríssima aí também é muito cara por aqui (não vi nenhuma circulando por aqui ainda). Portanto, em busca do que é "um barato" surge uma nova “sessão de descarrego” deste blog. E, para começar: meias. Me digam, 5 por 5 é ou não é barato?



Por Dentro do Metro(politano)

Desconfio que já falei disso mas não custa repetir. Aqui em Portugal Metrô não é “Metrô”, mas sim Metro, uma abreviação de “Metropolitano”. Detalhes sobre linhas e etc em www.metropolitano.pt.



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Lisboa

Cafezinho (1)

O café português é uma delícia. Imperdoável não ter comentado sobre isto até agora. É um café para aqueles que curtem o "café-café-mesmo"! Forte e preto! Vejam acima como ele passa fácil no teste da "xícara a posteriori". Agora, o único detalhe negativo é que, independentemente de onde seja tomado, a dosagem é sempre a mesma: curtíssima. Como ando fazendo um regime para o combate à gastrite tenho me contentado só com uma dose, mas nos meus bons tempos teria que tomar no mínimo duas para ficar satisfeito. Entretanto, hoje não foi só o café que me chamou a atenção. Gostei deste pequeno refil de açúcar que usei para adoçar o café. Exemplo de "responsabilidade social" alguém diria...



Carros (2)





Já sabia que o nosso Astra estava defasada em relação ao seu gêmeo aqui da Europa. Mas sobre o Corsa não sabia! Só para vocês terem uma idéia acho que no Brasil o Corsa não concorre no mesmo segmento que o C3 da Citroen, porém este aí acima deixa tanto o C3 daí quanto o daqui no chinelo. Uops! Para os defensores dos Carros Antigos não se preocupem, eles também terão vez aqui nesta "sessão de descarrego". Aliás, a frota portuguesa neste sentido é bastante dividida, uns 57% de novos e o resto antigos.